quarta-feira, 16 de junho de 2010

Reflexão -- Estágio - Semana IX – 07/06 a 15/06



Foi uma semana estendida, pois terminei o estágio ontem (15/06) terça – feira, onde me convenci realmente que o trabalho em grupo deve ser uma permanente em sala de aula, pois além de elevar a auto – estima, permite que a criança fortaleça os laços de amizade, aceitando as diferenças de cada um, desenvolvendo a autonomia. Lembro dos primeiros trabalhos em grupo que realizei com a turma, foi preciso exercitar esta nova maneira de realizar atividades compartilhadas, eles sentavam juntos e conversavam outros assuntos, não sabiam na verdade o que era trocar ideias, pois poucas foram às vezes que haviam realizado trabalhos desta forma. Ainda existe crianças que se negam a realizare trabalhos em grupo, outro dia me surpreendi com a resposta de uma aluna quando indagada porque não trocava ideias com os colegas, ela me respondeu: “Prô, minha mãe não deixa eu perguntar nada para os colegas, só pra ti, tu tens que responder o que te pergunto, e não meus colegas, (e chorava...) minha mãe disse que posso sentar junto mas não posso trocar ideias como tu diz”, fiquei atônita com a resposta e tratei de convencer a menina e a mãe da necessidade e do grande ganho de conhecimento de todos com essa nova postura de realizar atividades. Esta última semana veio culminar um trabalho de conquista, aprendemos a partilhar e compartilhar experiências com os outros. A produção textual "A Revolução das focas”, por exemplo, realizada no editor de textos eletrônico comprovou mais uma vez que o trabalho onde todos participam os resultados com certeza é positivo. Interagi no sentido de orientação na busca (na internet) por imagens de focas, no processo de copiar e colar no trabalho. Fui de computador em computador e salvei algumas produções textuais no meu pendrive. Uma menina exclamou: “Prô, a nossa aula está MARA!”... (maravilha). (Essas colocações nos instigam a continuar e colocar em prática o que aprendemos com as interdisciplinas no PEAD). Procurei orientar e transmitir os conhecimentos que possuo sobre informática, permitindo a participação efetiva do aluno no manuseio dos computadores da escola e o no meu próprio computador, com internet móvel. Tenho um aluno que está encantado com o mundo da informática, pois não sabia nem como ligar um computador, assim como eu, imagina? Ele diz: “Prô eu não tenho computador, mas agora nós podemos sempre vim aqui, né”? Eu lhe respondi, que duas vezes por semana farei o possível para isso acontecer. O que me chamou muito a atenção neste final de estágio foi os alunos demonstrarem através das atividades propostas estarem mais familiarizados com LI e consequetemente com a internet, realizando pesquisas, realizando descobertas, sanando dúvidas e confirmando certezas. Posso dizer que culminei o estágio de “alma lavada”, como se diz, com uma prática pedagógica voltada aos interesses do aluno, com postura de prática pedagógica inovada, onde o aluno teve participação intensa, fazendo interferências e interagindo no processo de aprendizagem.
Como nos coloca o grande educador Paulo Freire:
“Só existe saber na invenção, na reivindicação, na busca inquieta, impaciente, permanente, que os homens fazem no mundo, com o mundo e com os outros... Fora de busca, for de práxis os homens não podem ser”...
FREIRE, Paulo. Currículo e pedagogia de Paulo Freire. Caderno Pedagógico, nº 2, Semana Pedagógica Paulo Freire, 2001 (P. 47)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Reflexão da VIII semana de estágio (31/05 a 04/06)




Reflexão da semana VIII do estágio

O progresso das crianças na realização das atividades propostas e o entrosamento de todos é notável, evidenciando o aprendizado através de atividades em grupo com liberdade de expressão, que até então era muito “defasada”. As dinâmicas propostas como: “o Robô e Zip - Zap mostram a superação da maioria da turma em aceitar “dar as mãos ao outro”, aceitar e respeitar o colega com suas diferenças. O trabalho em grupo está resgatando a amizade, o contato com colega de forma divertida. Mais uma semana se passou e com ela vi um crescimento significativo de aprendizagem no aluno e consequentemente meu crescimento, profissional e pessoal. Há uma inter-relação entre todos nós, fazendo com que haja mais confiança e respeito entre todos. No data Show compartilhamos do clip da Xuxa com a música Viver, onde fizemos reflexão da mesma e cantamos acompanhando a melodia. Eu me admirei que os alunos (inclusive os adolescentes) participaram com entusiasmo. Apenas um de 14 anos que reagiu com deboche e os demais o criticaram dizendo que as pessoas gostam das músicas da Xuxa, fazendo com que o mesmo ficasse quieto e não estragasse o entusiasmo da turma. A música contagiou a turma de tal forma que o menino que havia criticado nos surpreendeu cantando também. Houve um debate bastante forte em relação a letra da música. Desenharam sobre a natureza e escreveram frases de “socorro da mãe natureza” interagindo uns com os outros. Em duplas, cada aluno recebeu uma cartela com números que correspondem ao dobro e triplo dos números do dado. Deveriam marcar o dobro ou triplo dos números tirados com o jogo do dado. Foi um jogo muito divertido que aguçou o calculo mental. Procurei problematizar depois que brincaram bastante, “Se o jogador tirou o número 6 no dado, quais números da cartela ele poderia cobrir?” E assim fui criando novas possibilidades para responderem de acordo com o raciocínio lógico. Um dos fatos que me chamou bastante a atenção foi que mais de um aluno criaram problematizações para o outro grupo responder. Os trabalhos em grupos está sendo muito produtivo. Houve participação efetiva das crianças. Em outro momento da aula iniciei resgatando os conhecimentos prévios do aluno, perguntando o que eles sabiam sobre a extinção de animais? O que significava a palavra extinção? E assim introduzi o inicio da produção textual, enfatizando os cuidados que o homem deve ter para não ser um agente exterminador dos animais. Neste momento tivemos (eu e os alunos) a alegria de interagir com a Tutora Bianca o "plano das focas" para combater os homens que as capturam levando-as a extinção. Interagiram com interesse em busca por estratégias para dar continuidade a idéia central e o final da historinha que havia o começo. O processo de troca de conhecimento está de fato acontecendo, e com muito empenho da maioria, o que no inicio do estágio ainda não o faziam. Fica evidente que o aluno necessita interagir com o outro, que aprendendo com o outro nossa auto estima e autonomia se eleva consideravelmente. Hoje os alunos estão mais seguros e tranqüilos em compartilhar ideias com colegas e professora, o que me deixa muito contente.
Claro, que é só o inicio de uma caminhada que nos propusemos a realizar, pensando em alcançar, não grandes frutos, mas frutos pequenos que sejam, mas deliciosos, no processo do ensino – aprendizagem, com liberdade de ação e autonomia para o bem coletivo, com coragem e ousadia de mudar nossa postura frente a uma nova realidade escolar e social. Com isso tenho como apoio as palavras sabias do grande educador Paulo Freire:
“É preciso ousar, no sentido pleno desta palavra, para falar em amor sem temor ser chamado de piegas, de meloso, de a-científico, se não de anticientífico. É preciso ousar para dizer cientificamente que estudamos, aprendemos, ensinamos, conhecemos com nosso corpo inteiro. Com sentimentos, com emoções, com os desejos, com os medos, com as dúvidas com a paixão também com a razão crítica. Jamais com esta apenas. É preciso ousar para jamais dicotomizar o cognitivo de emocional” (Professora sim, tia não – cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho D’Água, 1993, p. 10).
Referências:
FREIRE, PAULO. Professora sim, tia não – cartas a quem ousa ensinar,
São Paulo: Olho D’água, 2000, P. 10.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Reflexão da VII semana de estágio (24/05 a 28/05)




Postagem referente a semana XI de 26 a 02/06


A cada semana que passa sinto que o aluno está conseguindo interagir com os outros no processo do desenvolvimento das atividades propostas, com aprendizagem compartilhada. Por exemplo: As percepções e representações da natureza. Entreguei uma folha com palavras de significados diferentes para representarem as mesmas com desenhos. No primeiro momento desenharam individualmente, num segundo momento trocaram os desenhos com colegas, para compararem os mesmos, e num terceiro momento foi uma roda de conversa problematizando os desenhos realizados, o que interagiram com respaldo às questões levantadas. Através de suas representações mostraram individualmente a idéia que cada um tem de si e sua relação com o que de fato “pensam” e contemplam através do desenhos suas concepções de natureza. O trabalho foi um sucesso! Houve interesse das crianças na realização do mesmo. Eles interagiram muito bem! No texto: (Tele) natureza e a construção do natural: um olhar sobre imagens de natureza na publicidade. Marise Basso Amaral “É nesse tempo que somos chamados a atuar, a fazer es¬colhas, a selecionar textos e conteúdos para nossos estudan¬tes. É nesse contexto que precisamos, cada vez mais, questio¬nar o que nos parece óbvio, o que aparece como dado, como natural. Ficou evidente que os alunos através de suas representações mostraram individualmente a idéia que cada um tem de si e sua relação com o que de fato “pensam” e contemplaram através do desenhos suas concepções de natureza.
Esta aula rendeu “frutos saborosos”, apesar de iniciarmos a aula sem energia elétrica pude (felizmente) realizar a aula planejada com o uso do notebook e internet móvel. Quando a principio citei a letra da música sem me referir que era uma música, já iniciou-se a problematização. Uma aluna disse: - Prô eu não gostei dessas palavras “ora bolas”, eu detesto quando uma pessoa fala assim! (...) E eu lhe afirmei que iria gostar que ela teria um novo olhar para com estas palavras. Selecionei a música (letra e interpretação escrita), eles leram “Ora bolas” (Paulo Tati e Sandra Peres, Coleção – Canções de brincar. São Paulo, 1996). Fiz a representação junto com eles, desde os vizinhos, bairro, cidade, estado, país, continente e finalmente o mundo, ou seja, o planeta em que vivemos. Cada caixa representou um lugar dos citados. Um aluno buscou o globo para que pudéssemos procurar juntos, o Brasil, a América do Sul, o continente americano, e consequentemente eles foram localizando no mapa mundi outros lugares que o interessavam. A música mexeu definitivamente com as crianças, que vibraram com a mesma. Cantaram e bateram palmas acompanhando o ritmo da mesma. No final da atividade a “A menina que havia feito um comentário disse:” É prô, agora eu tenho outra idéia da expressão Ora bolas”!
Me inspirei na realização desta atividade na leitura do livro de Estudos Sociais Teoria e Prática p, 71 associando a mesma a seguinte afirmação: “Piaget e outros pesquisadores demonstraram, através de seus estudos, que a relação de inclusão de cidades em estados e estados em países só é resolvida satisfatoriamente pela criança por volta dos 9-10 anos. Crianças mais novas conseguem ligar as partes com o todo:no caso de territórios, elas simplesmente justapõem uns aos outros sem compreender que eles fazem parte de um todo. Compreendem, por exemplo, que a cidade faz parte do país” com a atividade proposta aos meus alunos. As crianças assimilaram bem a noção de espaço e localização. Ficou evidente que consegui colocar em prática as teorias que aprendi nas interdisciplinas dos semestres passados.

sábado, 29 de maio de 2010

Reflexão da VI semana de estágio (17/05 a 21/05)




Postagem referente a semana X (19/05 a 26/05)


Com o passar das semanas, senti que as aulas de educação física estavam deixando a desejar e resolvi iniciar a semana com atividades não – verbais, por meio de movimentos expressivos como imitar animais, equilibrar-se sobre cordas, cabo de guerra etc. De acordo com os PCNs a “participação em atividades rítmicas e expressivas” (p. 75), deve ser valorizado no 1º ciclo, com ênfase no ensino fundamental e aprofundado nos ciclos subsequentes. Assim fui instigada a seguir com produção textual (conectados com a aula anterior), realizando a descrição de um animal de livre escolha, com roteiro semi-estruturado. Dividi a turma em grupos. Aleatoriamente alguns alunos leram suas produções para a turma, sendo que observei que alguns alunos ainda apresentam dificuldades para ler e se expor, já que não o faziam habitualmente, além da timidez e falta de autonomia. Estou oportunizando atividades diversificadas para que possam superar estas dificuldades e possam ler com segurança e autonomia. Um aspecto que me chamou bastante a atenção esta semana foi a integração e empenho dos componentes dos grupos na atividade proposta na confecção das máscaras, que surgiu a partir da idéia de reaproveitamento de jornais velhos e uso de balões. Foi muito proveitoso e divertido o processo de confecção das mesmas. Cada aluno teve a liberdade de criar a sua, à sua maneira, que servirá para representações posteriormente. Lembrei da linha do tempo que havíamos realizado sobre fatos marcantes de nossa vida e do texto: A Reconstituição do passado pela memória, capitulo 12, p, 109 onde afirma “ temos que considerar que a noção de tempo mais lógica e perceptível para a criança é a ordem direta,ou seja, a ordem que vai do início para o fim, do passado para o presente,ou seja, a própria vivência do tempo que ela percebe em sua vida”.Parti desta idéia para que as crianças construíssem também, uma pequena linha do tempo com fatos marcantes, desde o nascimento até os dias atuais. Ficou muito interessante!
A roda de conversa nessas últimas semanas que antecedem o termino do estágio, percebo o esforço e empenho dos alunos em “fazer melhor”, ou seja, percebi o quanto os alunos estão mais interessados e preocupados com a oralidade e escrita. Solicitei que (como sempre faço) cada aluno lesse um parágrafo da leitura proposta, e um aluno (apresenta muitos erros de ortografia e dicção, entre outras peculiaridades) que sempre se negava a ler falou: “Prô, posso ler?” Sem dúvidas, sim, pode. Foi emocionante este fato em particular pra mim, ver este aluno (de quinze anos) espontaneamente querer ler pela primeira vez este ano, pensei: Ganhei o dia! Fato que evidencia o processo de aprendizagem!
Estou empenhada em voltar o meu planejamento em aulas mais dinâmicas e diversificadas, com o uso dos computadores e internet móvel no datashow. Aqueles alunos que estão fora do contexto da faixa etária, são os que justamente se sentem valorizados e me auxiliam com autonomia fazendo a conexão do notebook no datashow. Todos com a minha mediação têm permissão para teclar o not, (na medida do possível, claro). Os alunos abrem a sala, ligam e desligam os computadores do LI sozinhos, apenas verifico se realmente não tem nada ligado, antes de sairmos, e além disso tem os monitoras que me auxiliam, sempre. As crianças estão interagindo melhor em grupo, aceitando melhor a nova maneira de “estudar” como eles se referem quando estão realizando alguma atividade proposta. Outro dia um pai de um aluno conversando comigo expos: “Prô, tirei meu filho da escola “X” porque a professora insistia em não ensinar datas comemorativas como a do descobrimento do Brasil e disse para as crianças pensarem bem sobre como foi descoberto o Brasil, e não exigia que meu filho decorasse a tabuada, fui falar com ela e ela tentou argumentar e” (...) Então eu lhe disse: Se o senhor pensa que vai ser diferente aqui, está enganado, eu sou mediadora, mas quem vai descobrir é seu filho, vou lhe orientar para encontrar o “caminho” na realização das operações, encontrar através de estimativas e hipóteses o que procura, mas decoreba é coisa do passado. E assim argumentei lhe convencendo de que há outras maneiras de “estudar”, lhe relatando alguns exemplos, ele me ouviu balançando a cabeça em sinal de aprovação. O aluno que o pai falou a respeito comigo, era bitolado a uma apostila, na verdade. O menino não sabia o que fazer diante do que lhe propunha. Não conseguia colocar a sua opinião, me olhava como se não estivesse acreditando que poderia falar, manifestar seus conhecimentos prévios. Eu já havia recebido o ano passado uma aluna desta mesma escola, uma menina, que reagiu da mesma forma que o meu aluno, este ano. O “quadro” do meu aluno é muito semelhante com o “Menininho”, só que agora ele (meu aluno) se deparou com uma professora que lhe dá abertura. Hoje está superando devagarzinho o que lhe foi tentado arrancar, a liberdade de expressão, medo de se expor. Esse caso me fez lembrar o texto estudado na interdisciplina: Didatica, planejamento e avaliação “O menininho” de Helen Buckley, em que ficou claro que o menino só fazia o que a professora propunha e todos repetiam sem ousar a discutir o que havia sido “proposto”. Onde todos fazem a mesma folhinha, o que diferencia é o colorido com o lápis de cor, uns mais fortes, outros mais fracos, TODOS IGUAIS exposto na parede como se fossem eles (os alunos) que fizessem! .... Fica mais uma vez evidente de que estou colocando em prática as teorias que aprendi quando estou realizando atividades e atitudes diferenciadas do costumeiro, da mesmice!
Solicitei que (como sempre faço) cada aluno lesse um parágrafo da leitura proposta, e um aluno (apresenta muitos erros de ortografia e dicção, entre outras peculiaridades) que sempre se negava a ler falou: “Prô, posso ler?” Sem dúvidas, sim, pode. Foi emocionante este fato em particular pra mim, ver este aluno (de quinze anos) espontaneamente querer ler pela primeira vez este ano, pensei: Ganhei o dia!
Os alunos foram incentivados a ler e construir gráfico de barras, com o número de aniversariantes de cada mês. Não haviam feito nenhum tipo de gráfico nas séries anteriores. Foi um conhecimento novo pra eles. Aproveitei os números de aniversariantes de cada mês e propus desafios envolvendo a idéia de tirar, comparar, adicionar, “a mais que” etc.
Procurei explicar os passos para criar um texto no Word e como colocar na pastinha criada no dia anterior, com o uso do notebook através do datashow, onde todos pudessem participar coletivamente, pra terem uma idéia. Tudo que aprendi estou tentando transmitir de forma simples aos meus alunos. No dia 21/05 tivemos a satisfação de receber o professor Paulo Slomp e a Tutora Bianca que interagiram com as crianças!
Obrigado!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

REFLEXÃO DAREFLAXÃO DA V SEMANA DE ESTÁGIO - 10/05 a 14/05




Postagem Referente a semana IX (12 a 19/05)

Foi uma semana recheada de indagações e descobertas. Iniciamos a semana com a elaboração de regras de convivência no grupo de pertencimento, no momento a sala de aula. Promovi uma discussão acerca dos pontos que devemos respeitar e observar para elaboração das regras de convivência. Deixei-os a vontade para escolherem os colegas para formar os grupos. A discussão entre os componentes do grupo gerou muita troca de ideias e sugestões de todos.. Lembrei- os de refletir sobre pontos significativos para a turma. Portanto: “O processo de socialização da criança consiste na “construção progressiva do universo objetivo a partir da vitória sobre o egocentrismo” que se refere Piaget, nada mais é do que o mundo dos objetos e o mundo dos outros.” Também fizeram uma reflexão sobre o processo e fatos dos negros vindos da África através da leitura e reflexão do poema “Para Refletir”, vídeos e críticas a imagem da obra de Debret. Contemplando as várias áreas do conhecimento interdisciplinares, fazendo uma inter-relação das mesmas. Assim havendo uma maneira de poder romper com as fronteiras das disciplinas, unindo assim, as diversas áreas do saber, no sentido de melhor oferecer ao aluno a visão do todo. (PETRÁGLIA, 1993, P.32). Colocaram seus pontos de vista, inclusive com exemplos. Assistiram ao vídeo: A abolição da escravatura http://www.youtube.com/watch?v=KsJKQjN_qqE. Onde três mocinhas cantando e explicando com palavras simples as leis que favoreceram os negros em nosso país. As crianças acompanharam cantando e compreendendo um pouco do processo histórico e influência na formação étnica e cultural brasileira. As crianças sugeriram também o vídeo Kiriku e a Feiticeira (fragmento do filme, em desenho) menino nascido na África (...). Fizemos leitura e interpretação enfatizando a oralidade da música: Aquarela brasileira com Martinho da Vila. Travou-se um debate em torno do tema preconceitos e gosto musical. “Mais do que a possibilidade de escutá-la, a música nos permite sentir que somos escutados, em um ponto onde a mensagem do Outro se torna nossa própria palavra” como afirma Ana Paula Melchiors Stahlschmidt. ( De quem é a música?).
Sinto que os alunos estão se aproximando mais uns dos outros, com mais socialização e aceitação das diferenças, o que me levou a pensar na seguinte colocação: “Educar se constitui no processo em que a criança ou o adulto convive com o outro, se transforma espontaneamente, de maneira que seu modo de viver se faz progressivamente mais congruente com o outro no espaço de convivência (MATURAMA, 2002, p. 29).

domingo, 16 de maio de 2010

QUARTA SEMANA DE ESTÁGIO (03/05 A 08/05)





REFLEXÃO REFERENTE A SEMANA VIII -(05/05 A 12/05)

Esta semana comecei a me “sentir mais familiarizada” em realizar um paralelo entre a teoria e minha prática pedagógica. No começo parecia uma iniciante, mas “de repente” as coisas começaram a tomar forma, tudo começou a clarear em relação ao meu papel de educadora com ideias inovadoras e com pressa de colocar em prática. Mesmo às vezes esbarrando com o tradicional, e um pouco insegura, não está me impedindo de tentar trabalhar de outra maneira e com fundamentação. Esta constatação me deixou mais fortalecida e com ânimo de trabalhar com alunos que mesmo resistentes estão aceitando e participando mais confiantes nos trabalhos propostos, querendo mudar. Aí é que esta a situação –problema, o desfio para nós todos, alunos – professores, deixar acontecer, “com o balançar da carruagem as aboboras” se ajeitam. Estavam acostumados apenas com o quadro “cheio de atividades”, caderno também “cheio de lições”, e hoje os pais estão começando a admitir e apreciar o meu trabalho. Estão entendendo que a agregação das TICs se faz necessário e pertinente na instituição escolar. O trabalho que as crianças realizaram nos computadores revelam tal afirmação. Quem não acompanhar o ritmo inovador vai ficar deslocado e formar alunos fora do contexto social atual. Hoje a sociedade exige de nós educadores uma nova postura na educação, preparando o aluno pra ser um cidadão que tenha vez e voz, nos vários grupos de pertencimento. Portanto precisamos nos engajar nesta nova maneira de ensinar. O aluno hoje participa da prática do planejamento, fazendo interferências quando necessário, e nós educadores temos que permitir esta manifestação. O nosso trabalho de educadores é árduo, mas prazeroso quando se faz com vontade e, além disso, parece que tudo vem ao nosso encontro quando manifestamos vontade de aprender, agregando velhas competências à novas competências. Quando conseguirmos praticar nossas aulas desta maneira, vamos sentir que não precisamos também “estudar” para desenvolver o planejamento, pois o aluno já esta preparado para mergulhar no trabalho proposto, só falta a nossa permissão, sem medo de mudar, de ser feliz!!! O trabalho que as crianças realizaram no Laboratório de informática e na sala do Data Show, comprovam da necessidade e o prazer das crianças com o novo. As crianças foram na sala do data Show onde assistiram o vídeo: Os Tipos de mães, o que se encantaram, e assim surgiu a idéia de criarmos um slides das mães. Foi a partir daí que nasceu o nosso trabalho. Houve uma troca muito grande de conhecimento, um colega contribuindo com o crescimento do outro, auxiliando de maneira solidária, cooperando e colaborando para que todos fizessem os trabalhos propostos. Segundo Piaget, para o aprendizado acontecer é necessário que o professor deixe o aluno colocar em prática suas ideias, suas curiosidades: “A Psicologia de Piaget está fundamentada na idéia de equilibração e desequilibração. Quando uma pessoa entra em contato com um novo conhecimento, há naquele momento um desequilíbrio e surge a necessidade, de voltar ao equilíbrio. O processo começa com a assimilação do elemento novo, com a incorporação às estruturas já esquematizadas, através da interação. Há mudanças no sujeito e tem início o processo de acomodação, que aos poucos chega à organização interna. Começa a adaptação externa do sujeito e a internalização já aconteceu. Um novo desequilíbrio volta a acontecer e pode ser provocada por carência, curiosidade, dúvida etc. O movimento é dialético (de movimento constante) e o domínio afetivo acompanha sempre o cognitivo (habilidades intelectuais), no processo endógeno". Houve uma atitude inesperada por mim quando acessei videos sobre Libras, em consequencia ao Dia do silêncio. Os alunos imediatamente responderam dialogando através de sinais. Esse momento foi muito prazeroso e de muito conhecimento (...).
Quando fomos pra sala de informática a intenção era desenhar umas carinhas no Paint (representando os tipos de mães), e eles me deram “um banho” de conhecimento, apenas auxiliei alguns menos informados e só se via colegas auxiliando colegas. Transformaram o que seriam apenas umas carinhas exprimindo sentimentos, em cartões para as mães. Fizeram desenhos em forma de cartão (simples), alguns com mensagens. Já havíamos usufruído dos computadores, mas não havia um objetivo concreto assim. Então o tempo foi curto para desenvolver tantas ideias e os computadores apenas nove. Com tantos alunos, ficou inviável que todos pudessem terminar o trabalho em tempo hábil ao dia das mães. Mas eles apreciaram os primeiros contatos com o laboratório de informática e sala de vídeo e data show. Alguns alunos comentaram “ Na próxima aula podemos terminar o que começamos hoje? tu vais “gravar” no teu pendrive?” Concomitante desenvolvemos no PowerPont (no note book) slides com o o título: Tipos bem humorados de mães, que havíamos combinado. Na medida do possível cada um teve o prazer de teclar, contribuindo com sugestões para construção do mesmo. Salvei os trabalhos realizados por eles no meu pendrive e no computador. Ficaram felizes, pois eles tiveram participação efetiva no mesmo. Isto não significa o fim dos conteúdos, mas sim, uma nova maneira de aprender de forma mais atualizada, digamos assim (...)
No sábado as mães compareceram na escola para assistirem ao teatro alusivo as mesmas. Mas para surpresa das mães que compareceram, o diretor no final do espetáculo teatral convidou-as (com o uso do microfone) para se encaminharem a sala do Data Show (o que as crianças estão se familiarizando, e como!...) que a professora Ione teria algumas colocações a lhes fazer. Imaginem a surpresa delas! ... As crianças estavam eufóricas... Uma mãe exclamou: “Por isso que a fulana comenta tanto deste tal de data show, é maravilhoso!” Abri os arquivos com os trabalhos desenvolvidos na sala de informática, fotos de cada um, as crianças trabalhando em grupos, amostras de trabalhos realizados em sala e aula, e por último os sildes que eles contribuíram na construção do mesmo! Foi gratificante sentir a satisfação das crianças que estão realizando trabalhos diferenciados do costumeiro e pais aceitando o trabalho desenvolvido, apesar de haver uma certa resistência por parte de alguns, o que é natural. A reflexão da semana está no meu pbworks ioneestagio, com fotos, videos e maiores detalhes da semana.
Referências: Teoria Piagetiana
http://www.monografias.brasilescola.com/psicologia/piaget-vygotsky--diferencas-semelhancas.htm visitado em 16/05/2010 às 11:30

sábado, 15 de maio de 2010

TERCEIRA SEMANA DE ESTÁGIO (26/04 A 30/04)




Postagem Referente à semana VII - (26/04 a 05/05)



De acordo com o texto: "Aprendizagem na vida adulta", Piaget deixou clara a existência de várias formas de características de entender um objeto de conhecimento – por exemplo, o indivíduo passa por estádios de desenvolvimento cognitivo e apresenta em seus estágios características bem definidas, principalmente o estádio operatório formal, conclui-se que está “apto” a resolver situações- desafios de maneira capaz e satisfatória. Com isso procuro oferecer ao aluno a oportunidade de pensar e desenvolver sua capacidade de expressar sua realidade, materializar seu pensamento e criar suas próprias soluções. Portanto a partir destas colocações iniciei a semana associando Produção textual com dados matemáticos, propondo a dissertação: “os números em minha vida” que havia realizado durante o curso nos semestres passados no Pbworks. Instiguei o aluno problematizando a idéia de como os números fazem parte de nossas vidas?... De que maneira?... Uma aluna disse: “Eu não tinha pensado que os números estão em toda parte em nossa vida: desde que nascemos”... Leram suas produções (sendo que alguns se recusaram a ler), comentaram as mesmas, admirados de poderem escrever sobre os números. Desafiei-os propondo soluções de sentenças matemáticas partindo de suas idades, ano de nascimento de um e de outro etc. Na aula "eu e o outro" por exemplo, o aluno foi instigado a falar de si. Como professora procuro ser mediadora na medida do possível, pois ainda estou muito bitolada a pedagogia tradicional, mas estou me policiando o tempo todo para não interferir a todo momento. Oferecer oportunidades ao aluno de poder realizar hipóteses e opinar com autonomia. Os aspectos que mais me chamam a atenção ultimamente é o processo de capacidade que o aluno está demonstrando através das atividades propostas, em que os mesmos interferem mudando alguns aspectos no meu planejamento com seu conhecimento prévio. Sinto que a cada dia eles estão conseguindo se “soltar” mais, ou seja, fazer comentários que até então não o faziam. Estão sentindo-se à vontade para expressar seus sentimentos. Estou aprendendo muito quando aceito o parecer do aluno, cresço interagindo com os mesmos. Na aula sobre “eu e o outro” com o uso do espelho foi outra surpresa pra mim e pra eles, com certeza. Eu havia esquecido de dizer-lhes para trazerem um espelho no outro dia, mas tudo deu certo. Algumas meninas tinham consigo alguns espelhos, os quais emprestaram para os demais colegas. Acharam graça no inicio, mas houve uma troca de ideias, falaram de si, sobre “Como me vejo”, pra muitos foi difícil falar de si, mas os que iniciaram a falar abriram caminho aos demais, havendo um intercâmbio de trocas de identidade, de respeito às diferenças. Abrindo um leque de possibilidades e reflexão do eu e dos outros. Os próprios alunos sugeriram o tema: Minhas qualidades boas e minhas qualidades não tão boas assim... Realizaram o trabalho em grupo, em duplas, através de poesia (acrósticos) e citações com ilustrações, etc. Houve uma sensibilização acerca de si e do outro, respeitando os limites do outro, procuraram através desta atividade sua identidade, estendendo-se a cerca das diferenças que compõem os grupos familiares e os grupos de convivência.
“Uma pessoa é tanto mais saudável quanto mais ela é desarmada e consegue falar de seus sentimentos e compreender as emoções dos outros.” (August Cury)

REFERÊNCIAS:
Auto-Imagem e Auto-estima na Criança Negra: um Olhar sobre o seu -Desempenho Escolar 1
Marilene Leal Paré 2 Beatriz Iwaszko Marques, Tania – “Aprendizagem Na Vida Adulta”