domingo, 18 de outubro de 2009

DIÁLOGO (Língua dos Sinais)

Eu e Andréa Bauer ficamos tentando por vários dias decifrar o “código” dos sinais, para ser mais precisa traduzir a língua de sinais do vídeo, sugerido pela interdisciplina de LIBRAS. Fomos ao pólo, procuramos assistir várias vezes o vídeo do diálogo, consultar o alfabeto, o mini dicionário de sinais (que não abriu), contamos com a ajuda de uma sobrinha que iniciou o estudo de Libras recentemente ( sabia alguns sinais), pesquisas em outras fontes além das sugeridas, na tentativa incessante de decifrar o diálogo proposto. Foi muito difícil! Mas não impossível! Nós conseguimos finalmente traduzir os sinais entre as três personagens do vídeo. A tradução do diálogo contribuiu com nosso aprendizado em relação a língua do sinais tão significativo para os surdos e consequentemente para aqueles que querem interagir com o mundo da língua dos sinais (dos surdos). Aprendi entre outras coisas que temos um sinal na língua dos sinais, para diferenciar o nome próprio de cada um, é isso?... Gostaria de saber o meu!... Será que na próxima aula presencial vamos saber o nosso?... . Assim poderíamos tentar interagir com nosso aluno ensinando-lhes o sinal de cada um, na Língua de Sinais brasileira. A cada atividade proposta o desafio cresce, e nosso conhecimento aumenta! (...)

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Projeto de Aprendizagens

Postagem Referente a Semana 7

A proposta dos Projetos de Aprendizagens ( PAs), foi bastante proveitosa no sentido dentre outras coisas compartilharmos idéias com o outro. Houve momentos de dúvidas e certezas, levantamento de questões e conteúdo, que por vezes não entendíamos, mas que ao mesmo tempo foi sendo sanada (não totalmente) gradativamente através de interações do grupo. O processo de construção foi acontecendo de maneira a nos surpreender, porque a maioria dos componentes do grupo guardava a idéia de PAs passados, onde nós educadores estipulávamos um tema a desenvolver, sem oferecer oportunidade ao aluno de se manifestar. O nosso grupo utilizou-se de muitas fontes de pesquisa, ferramentas, na busca por soluções e respostas as nossas indagações sobre o tema por nós desenvolvido “Como lidar com a disciplina na escola? O que é disciplina?”, assunto este polêmico e complexo de se abordar. No dia 06/10 apresentamos alguns dos resultados do nosso PA, porque como dissemos é um processo e como todo processo está em andamento, não foi finalizado como alguns PAs. Sendo um dos principais objetivos desta apresentação as aprendizagens, o processo dos grupos, como frisou a professora Luciane em suas colocações.Para muitos este projeto pode parecer uma utopia, mas com certeza nos deu subsídios não para solucionar, claro, mas pelo menos nos abriu um leque de possibilidades e reavaliação da questão disciplinar. Procuramos nortear nosso projeto de maneira integradora entre os componentes do grupo na procura consciente e responsável de respostas as nossas angustias e certezas quanto à disciplina escolar e conseqüências.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

E Seu Nome é Jonas

E Seu Nome é Jonas (And Your Name Is Jonah (TV Film) – USA/1979, é ensinado à língua de sinais para criança surda sair do isolamento.
Estávamos em oito alunos no pólo para assistirmos o filme. O filme mostra uma mãe que luta por entender o filho surdo e lhe proporcionar o melhor, enquanto o pai desesperado não consegue entender as aflições de Jonas (filho) se omitindo em admitir a surdez do filho como também em ajudar a esposa nos cuidados com o mesmo, indo embora de casa. Apesar de o filme ser bastante antigo, retrata com muita nitidez uma realidade não tão remota assim, mas que hoje já não acontece mais em alguns aspectos, ou pelo menos há uma diferença grande comparando com os surdos de hoje. Fiquei bastante emocionada, e não pude evitar as lágrimas que teimavam em sair dos meus olhos. Quando olhei para os lados os colegas também estavam com o rosto molhado. Foi sem dúvida uma aprendizagem reflexiva carregada de emoção do começo ao fim. Assim eu fiquei pensando em quantas vezes me deparei e deparo com pessoas surdas e não sei como me comportar. Enquanto o filme passava reavaliava meus preconceitos em relação às pessoas surdas e fiquei me questionando ao mesmo tempo, o que posso fazer para mudar?...Ou melhor, já estou fazendo, pensei!... Quantas surpresas me proporcionaram este filme, é muito difícil imaginar o que uma família inteira passa até aceitar, e saber como lidar com o individuo surdo. Mas acredito que depois que a família consegue aprender a língua dos sinais tudo se torna mais fácil, e com certeza haverá alegria e paz para todos envolvidos direta e indiretamente com a pessoa surda. Além de fazer uso da língua de sinais ainda são favorecidos com recursos como celulares, internet, relógios para surdos, e outros... Enquanto que o personagem Jonas como familiares não usufruíam de tais recursos na época. Contudo, a língua de sinais é essencial na vida das pessoas com surdez e das que não são para haver um interagir com sucesso mútuo.
Site consultado: http://anacarolinafrank.blogspot.com/2009/02/filme-e-seu-nome-e-jonas.html (acesso em 1º/10/09)
Filme: E Seu Nome é Jonas (And Your Name Is Jonah (TV Film) – USA/1979

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

LETRAMENTO, SUAS APLICAÇÕES E IMPLICAÇÕES

O termo letramento ainda é recente no vocabulário da educação brasileira, com isso a instituição escolar está a cada dia se interando ao novo termo e suas implicações e aplicações, problematizando o mesmo com indagações, questionamentos, hipóteses(...) Na medida em que a escola vai se interando e descobrindo novas maneiras de trabalhar em sala de aula, e a partir, justamente dessas descobertas de estudos à respeito, consequentemente haverá um olhar significativo a aprendizagem do aluno . A escola como afirma Kleiman, não se preocupa com o letramento social e sim apenas com um tipo de letramento, o escolar. Acredito que a escola - educadores hoje estão à procura de novas competências de ensinar, ou seja, em busca da valorização do sujeito letrado, sendo que a escola hoje deve não só se preocupar com a leitura e escrita do aluno, mas sim com a oralidade, privilegiando de maneira gradativa o estudo do conhecimento linguístico, seu funcionamento e suas ocorrências, interagindo com educando, na busca por interesses comuns, individuais e coletivos, estimulando aprendizagens significativas a todos, sem distinção, levando em consideração o meio em que vivem, seja de ordem religiosa, cultural, étnica. Enfim, a construção da função social da leitura e da escrita deve acontecer a partir do contexto em que o individuo está inserido. “É preciso que a escola se abra para a heterogeneidade dos ritmos e práticas sociais presentes nela própria e na sociedade como um todo. Será que a escola acolhe o que se passa fora dela, leva ou não em conta o que acontece e como acontece? ”(MULTIEDUCAÇÃO proposta, 1993. In: http://www/rio.rj.gov.br/multirio/cime/ME24_004.html)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Reflexão sobre entrevista com educadores da EJA

Segunda Proposta
Foram 4 propostas de Saída de Campo para que escolhêssemos uma na realização da atividade. Nós do grupo10, em comum acordo optamos pela 2ª proposta. Reunimo-nos no pólo para colocar nossas considerações a respeito das entrevistas realizadas junto aos educadores da EJA (6 educadores). Foi de grande valia para mim e acredito que para todas nós, o conhecimento que adquirimos através da troca de ideias entre os componentes do grupo a partir da análise das colocações dos educadores e fundamentadas em leituras sugeridas. Constatamos que predominou entre os seis educadores entrevistados a idéia de que a educação de jovens e adultos abrange alunos a partir de 15 anos até + ou – 18 anos (faixa etária) enquanto o adulto é aquele que está acima dos 18 anos, sem um limite máximo de idade. Os jovens são aqueles que geralmente “não deram certo” no ensino regular, isto é, muitas repetências, evasão e outros... Que muitos foram os fatores que contribuíram para saída e volta aos estudos. O fato de alunos pertencerem a diferentes grupos culturais, educadores crêem que não interfere no funcionamento cognitivo, pelo contrário, diferentes saberes ajudam no desenvolvimento do ser, no início até pode dar algum probleminha, mas na verdade, geralmente é superado. Tanto o jovem como o adulto trazem características culturais e experiências de vida para sala de aula, havendo troca de saberes. O diálogo, trabalho de equipe, mostrar diferentes caminhos são elementos fundamentais para que o trabalho da EJA seja bem-sucedido. Então, há por parte do sistema a valorização devida dos profissionais da EJA para um trabalho que possa ser considerado bem-sucedido na realidade? Independente de ser Jovem ou adulto os mesmos procuram oportunidade de melhores condições de interação em seu contexto social, pessoal, intelectual, através da EJA (...)
Estou aprendendo com esta interdisciplina desde o início, e a interagir com o grupo na busca de conhecimento coletivo em relação a EJA. Este semestre promete muitas interações - aprendizagens!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

REFLEXÃO E APRENDIZAGEM - SURDOS




A primeira aula presencial de Língua Brasileira de Sinais – Libras com certeza foi apenas o início de um conhecimento ímpar e marcante. A aula foi magnífica, não foi cansativa, fazendo com que todos participassem com prazer da proposta de aprendizagem. A interprete Maria Cristina Viana Laguna traduzia muito bem os sinais da professora para que entendêssemos os gestos. Eu totalmente leiga no assunto, sinceramente me assustava muito encontrar pessoas surdas, pois não sabia o que fazer, que atitude tomar e ainda não sei, claro, mas agora surgiu uma “luz” a partir da aula presencial, no sentido confesso, de um voto de confiança pra mim mesma, que vou conseguir ver e sentir de outra maneira a língua de sinais, e suas implicações.”A língua dos sinais, para o surdo, tem um valor importantíssimo: é ela que possibilita seu relacionamento com o mundo surdo e com o ouvinte; é a língua através da qual expõe naturalmente suas emoções”.( Língua Brasileira de Sinais – Libras. P. 39) A professora também explicou que a pessoa que admite ser surdo não é considerada deficiente auditivo. O que gerou muita polêmica, inclusive. Fiquei sabendo também como muitos colegas que Dia 26 de setembro é o dia dos surdos historicamente. Esse dia foi marcado pela chegada de um francês no Brasil que criou uma escola de surdos, a primeira escola de surdos. Este dia é de movimento dos surdos, ocupados no dia deles, fazendo eventos, oficinas, promovendo movimentos etc. Também explicou que os sinais do alfabeto são diferentes, por exemplo, no Brasil, França e Estados Unidos, porque existe influência histórica, a França foi onde criou os primeiros sinais, quando chegou aqui ela foi sendo modificada, assim como nos Estados Unidos. Outros países também têm seus Alfabetos Manuais (...). Senti através da prática que houve aprendizagem, conhecimento por pequeno que pareça, aprendi alguns poucos sinais na “hora” representando através de sinais a nossa idade e nome de cada um. Houve um interagir em grupo, trocando conhecimento. Além de a professora Carolina Hessel Silveira transmitir com muita facilidade e habilidade, tanto a teoria como a prática, demonstrou sabedoria através de sua larga experiência. Transmitindo segurança, nos deixou a vontade para a qualquer momento fazer interferências e tirar dúvidas que foram muitas, com certeza. Um assunto que pra mim particularmente era um tabu, na verdade, continua sendo, claro, mas sem medo de errar. Eu me surpreendi repetindo os gestos da professora, porque até então, nunca havia realizado qualquer movimento de sinais – Libras. Na atual conjuntura escolar precisamos ter um conhecimento mínimo que seja para podermos receber alunos com deficiência auditiva ou sem o sentido da audição. Ainda não tenho certeza da diferença, ou qual é a diferença, exatamente?!... Teria muito mais a colocar, mas vou parar por aqui e desejar para todos nós uma ótima aprendizagem neste novo desafio da interdisciplina de Língua Brasileira de Sinais – Libras, que promete muito conhecimento e competências transformadoras em nossa prática pedagógica, pessoal, intelectual, social etc.
Referências: Língua Brasileira de Sinais – Libra, Josiane Juni Facundo de Almeida e Silvana Araújo Silva, p. 39

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

“CRIATIVIDADE MUTILADA”


Ao ler o texto “O menininho”, de Helen Buckley, lembrei de um caso mostrado no fantástico alguns anos atrás. Em um laboratório de pesquisas cientificas viviam dois ursos há muitos anos, que serviam de cobaias para experiências de laboratório. Não eram seres humanos, mas assemelha-se ao caso do menininho com a criatividade mutilada. Os ursos viviam em uma espécie de cubículo, os quais não conseguiam caminhar e muito menos virar-se de lado, ou trocar de posição. Apenas faziam o movimento do corpo pra frente e pra trás. Um belo dia os cientistas resolveram levá-los para uma floresta e trazer novos ursos para cobaias. Deixaram – os lá, para viverem novamente junto a natureza. Mas infelizmente os cientistas constataram observando-os por algum tempo, que os ursos apenas faziam os mesmos movimentos (pra frente e pra trás) repetitivos de outrora. Não saiam do lugar, não conseguiam se adaptar mais a vasta extensão de área que poderiam usufruir. Hoje me deparo refletindo sobre minha Didática pedagógica, mudanças de competências. Fico a pensar de quantas vezes cobrei atividades sem que o aluno pudesse usar de sua criatividade, sem oralidade de opinião. Apenas responder (“copiar e colar”) com todas as letras o que estava escrito, ou seja, de método como estímulo - resposta. E muitas vezes “ainda me pego” repetindo o mesmo fazer pedagógico. É evidente que após iniciar a graduação e agora a aula presencial, como a primeira leitura, meu olhar toma novo rumo. Eu me coloco no lugar das crianças e sinto o quanto tenho que mudar ainda em prol de uma nova maneira de ensinar. Os tempos são outros e temos que acompanhar as mudanças de hábitos e costumes, por mais difícil que nos pareça. Não há mais lugar para o educador que não se propõe a mudar. Por um motivo simples, segundo Moretto: “Quem não se atualizar vai formar pessoas fora de seu tempo” (Nova Escola – setembro, 2000, p. 12).